Nesses tempos atuais, onde os hábitos de vida tem comprometido cada vez mais a qualidade e a quantidade do sono, seja pela privação (dormir menos), ou por não respeitar os nossos ritmos circadianos, nosso ciclo vigília-sono, pela iluminação intensa ou pelo uso excessivo de eletrônicos como computadores, tablets, celulares, TVs LED até tarde da noite, muito tem se estudado e observado o prejuízo na produção da melatonina, que influencia diretamente na qualidade do sono, tornando-o mais superficializado e com menor duração. A melatonina tem papel importante não só no sono, mas em várias outras funções para o equilíbrio da nossa saúde. E para falar sobre esse importante e atual tema, convidamos a Dra. Fernanda Gaspar do Amaral, que é professora e doutora na área de Ciências e Fisiologia Humana da UNIFESP, que esteve conosco na nossa reunião de estudos do Núcleo do Sono de Araçatuba, no dia 13/04/21, as 20 horas, com transmissão on line pelo Teams, abordando “A Melatonina e a Saúde”. Clique AQUI para assisti-la.
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Dormir um sono de má qualidade ou em número de horas inferior a necessidade gera a PRIVAÇÃO DO SONO, que afeta o desempenho intelectual, o humor, a memória, a concentração, aumentando o risco de acidentes seja doméstico, no trabalho ou no transito, disfunção erétil e diminuição da libido, o controle do peso corporal, reduz a imunidade (maior propensão a infecções e câncer), além de aumentar o risco de doenças como DIABETES, HIPERTENSÃO ARTERIAL, INFARTO DO MIOCARDIO, AVC, OBESIDADE E DEPRESSÃO. . Distúrbios do sono tem tratamento! Cuidar do sono é cuidar de toda a saúde. É viver mais e melhor! “Sono bom, futuro saudável!” Cuide-se!
A privação de sono e o sistema imunológico exercem e sofrem influências mútuas. A privação de sono é considerada um estressor, uma vez que induz a elevação do cortisol em seres humanos, que tem uma função inibidora da proliferação linfocitária (células de defesa), estabelecendo uma forte correlação entre sono e imunidade.
Enquanto dormir mais não impede necessariamente que você fique doente, privar ou restringir o tempo de sono pode afetar negativamente o sistema imunológico, deixando-o suscetível a gripes e resfriados, inclusive a infecção pelo coronavírus.
Estudos mostram que dormir menos de 5 horas por noite aumenta em 5 vezes a chance de ter um resfriado comparado a quem dorme 8 horas. E isso acontece porque sem sono suficiente, nosso corpo produz menos citocinas, que são proteínas importantes para a resposta das nossas defesas. As citocinas são produzidas e liberadas durante o sono!
A privação crônica de sono ainda tornam as vacinas menos eficazes, reduzindo a capacidade de resposta imune do seu organismo.
Para evitar isso, a primeira medida fundamental é respeitar o tempo de sono adequado para a sua faixa etária (adultos 7-9h, escolares 9-11h, idosos 6-8h). Isso ajudará a manter seu sistema imunológico em dia e também protegerá você de outros problemas, como doenças cardíacas, diabetes e obesidade.
Obviamente, há mais coisas para aumentar a imunidade e se proteger contra doenças do que dormir o suficiente: – Lavar as mãos com sabão regularmente, – Usar máscara sempre que sair ou tiver contato com outras pessoas – Evitar contato próximo com pessoas doentes e aglomerações – Vacinação em dia
IMPORTANTE: caso você adoeça, seja por um resfriado ou até pelo coronavírus, sua recuperação é mais rápida se seu corpo estiver bem descansado.
😴A necessidade de horas de sono é muito variável de pessoa para pessoa. Em média, os adultos necessitam de 8 horas de sono por dia, porém, o importante é que cada um respeite as suas necessidades e limites. Alguns indivíduos sentem-se muito bem com 6 horas de sono por noite, entretanto, outros necessitam de 10 horas. . ❕O brasileiro está dormindo menos. De acordo com dados da Associação Brasileira do Sono (ABS), colhidos durante a Semana do Sono de 2018 e 2019, a população brasileira está dormindo menos nos dias atuais: em 2018 a média foi de 6 horas e 36 minutos, e em 2019, média de 6 horas e 24 minutos. Com a pandemia atual, esses números estão ainda mais preocupantes. Entre as pessoas que relataram problemas com o sono, o número aumentou de 56,7% para 60,4% no último ano. Dentre as principais reclamações, estão: acordar durante a noite, acordar sentindo-se cansado, ter pesadelos e apneia do sono testemunhada. . ⚠️É fato que estamos passando por uma “epidemia de privação de sono”. O ser humano nunca dormiu tão pouco como nos dias atuais, principalmente com toda essa tensão e expectativa gerada por essa pandemia, que aumentou muito o stress e a ansiedade em muitos. . ❌Ficar sem dormir ou sacrificar horas de sono por causa do trabalho, estudo ou “baladas” pode ter um preço muito alto para a nossa saúde. As pessoas que privam seu sono tem menos capacidade de resolução dos problemas e dos desafios de suas atividades, tem falhas na memória, são mais propensas a terem depressão, cansaço absurdo (sonolência excessiva), maiores chances de acidentes tanto no trânsito como domésticos, além de queda da imunidade e alterações hormonais.
✅Respeitar as horas de sono, dormir no horário correto, evitar estimulantes luminosos próximos da hora de dormir, assim como refeições pesadas são fundamentais para uma boa noite de sono. Procure aprender a relaxar. Você pode buscar auxílio no mindfulness, na yoga, ou meditação. . Respeite seu corpo e seu sono!
Vários são os distúrbios que podem afetar a qualidade do nosso sono, sendo os principais deles a Insônia e a Apneia Obstrutiva do Sono, porém, uma outra situação da vida moderna é a Privação do Sono, ou seja, dormir menos que o necessário em virtude das tarefas assumidas na nossa rotina (trabalho, estudo, lazer…) que também afeta o equilíbrio do sono.
Estudos recentes concluíram que cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem de algum distúrbio do sono, sendo que no Brasil, esse número chega a quase 50 milhões de pessoas e menos de 15% delas passam por algum diagnóstico ou tratamento desses problemas.
Muitos outros estudos tem demonstrado as influências negativas na saúde como um todo desses distúrbios, sendo um fator de risco para doenças cardiovasculares, complicações cognitivas (dificuldades de concentração e memória), distúrbios metabólicos (obesidade e diabetes), doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, impotência sexual, depressão e ansiedade, e muitas outras comorbidades, além de comprometer enfraquecendo o nosso sistema imunológico.
O vídeo acima é bem informativo e elucidativo em relação a esses riscos provocados pela má qualidade e quantidade do sono. Assista até o final. É muito interessante.
Dormir bem é sinônimo de saúde, longevidade e qualidade de vida! “Sono bom, futuro saudável!” Cuide-se!